Dicas de BIM

Levantamento sobre a produção em BIM no ENTAC 2014 - Repercussão e considerações

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Levantamento sobre a produção em BIM no ENTAC 2014 - Repercussão e considerações

Texto originalmente publicado em 2015. As referências a eventos, inscrições, preços e perfis profissionais nesta parte do post pertencem àquele período. O TI Lab passou a se chamar EBBIM, Empresa Brasileira de BIM, em 2020. O site atual é www.ebbim.com.br.

Levantamento sobre a produção em BIM no ENTAC 2014 – Repercussão e considerações

No post anterior apresentei um levantamento estatístico sobre a produção acadêmica relacionada ao BIM no ENTAC 2014. A pesquisa foi feita a partir dos anais do evento, coordenada e produzida por mim, com a ajuda da equipe do EBBIM, atual EBBIM, centro de treinamentos especializado em BIM, em que sou um dos sócios.

A título de informar a conclusão do levantamento, e também de informar aos pesquisadores que alguns deles foram nominalmente citados, decidi enviar um e-mail a todos. A resposta não poderia ter sido mais motivadora: recebi vários comentários, tanto pelo próprio post, quanto em meu e-mail, me parabenizando pelo trabalho e com mais informações, questionamentos e discussões (no melhor dos sentidos), de tal forma que achei importante repercutir em um novo post, para compartilhar com todos. Esse post está dividido em três seções:

Seção 1 - Opiniões relacionadas ao levantamento e mensagens de parabenização

Seção 2 - Minha opinião a respeito do levantamento e de sua repercussão

Seção 3 - Dicas que recebi sobre eventos relacionados à BIM em 2015

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Opiniões relacionadas ao levantamento e mensagens de parabenização

Entre algumas das opiniões e comentários relacionados ao levantamento estão as palavras do arquiteto e doutor João Tales Oliveira, baiano radicado no Japão (toda a opinião dele está nos comentários do post anterior). Entre outras afirmações, ele diz (e eu concordo):

"Estou surpreso que duas universidades do nordeste estão produzindo mais artigos acadêmicos sobre BIM que outras universidades do sudeste e sul", e "Na minha opinião, o Brasil tem mais “profetas” do BIM que em outros países. Pessoas que publicam e discursam sobre o assunto sem contudo dominar o uso de ferramentas ou ter experiência na execução de projetos com base no BIM".

Além dessa opinião, recebi também mensagens de parabenização, via e-mail, de Adriane Borda, Alexandre Toledo, Aline Schaefer, Fernanda J. Chaves de Souza, Fernando Márcio, Gisele Saveriano De Benedetto, Raphaela Walger da Fonseca, Regina Ruschel e Ricardo Mendes Junior.

Fiquei muito satisfeito em compartilhar os dados originais da pesquisa com o prof. Dr. Douglas Barreto, da UFSCar - SP; depois de observar as tabelas, me retornou dizendo "excelente trabalho, minucioso e bem detalhado", o que me deixou bastante satisfeito e animado. Como dito no post anterior, quem tiver interesse pelos dados é só entrar em contato comigo.

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Minha opinião a respeito do levantamento e de sua repercussão

Logo depois de enviar a mensagem aos pesquisadores, como comentei no início, recebi em poucos dias um e-mail da profa. Maria Bernadete Barison, que me ajudou a tomar a decisão de escrever este post. "Muito obrigada por nos enviar esta pesquisa! Muito interessante. A única coisa que eu tenho a dizer é que, gostaria de ler ao final, uma conclusão sua sobre esses dados...", disse ela.

Bom, para iniciar as minhas conclusões, achei muito legal que, após a pesquisa, cheguei a número de 6% de publicações relacionadas a BIM dentro do universo do levantamento, o que é um resultado semelhante à da pesquisa do prof. Kiviniemi, que foi muito mais extensa e relevante.

Quanto aos dados em si, em resumo, destaco o seguinte:

- Observando a tabela 2, me causou um verdadeiro espanto constatar que não foi encontrado nenhum termo relacionado à BIM nos artigos que foram enquadrados nos temas "Tecnologia de sistemas e processos construtivos", "Desempenho dos materiais e durabilidade das construções", Engenharia urbana e política habitacional", "Tecnologia dos materiais de construção", "Conforto ambiental e eficiência energética", "Reaproveitamento de resíduos na construção" e "Sustentabilidade urbana, rural e em edificações". Isto, para mim, é um claro indício de como o tema BIM provavelmente ainda é encarado como algo menor e sem relevância para a maior parte da comunidade acadêmica, o que é um perigoso engano. Acredito, entretanto, que uma boa parte dos pesquisadores, mesmo que em menor número, estão curiosos e procurando informações (que são poucas) de qualidade sobre BIM. Se a falta de estudos sobre BIM em diversos temas é motivo para preocupação? Acho que não, acho que é um sinal de que há muita, mas muita pesquisa interessante e relevante a ser feita, no escopo destes temas, o que significa que há muito trabalho para os pesquisadores.

- Quase todos temas que contém artigos que fazem menção à BIM ostentam uma taxa que varia entre 4% a 10% do total de artigos dentro de cada um deles; a exceção é, talvez por óbvio, o tema "Tecnologia da Informação e Comunicação", que apresentou 61% de conteúdo relacionado a BIM dentro de seu próprio universo. Acho bem provável que, em pouco tempo, essa taxa chegue muito próxima de 100%.

- Os estados do Sul, mais São Paulo, publicaram juntos mais de 60% do conteúdo relacionado à BIM; os estados do Pernambuco, Ceará e Sergipe fizeram o Nordeste ter uma participação de 21%. É espantoso perceber, na minha opinião, como estados com um grande número de boas instituições, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, tem uma produção relacionada à BIM proporcionalmente tão pequena, quando se trata de números.

- Ao fazer a análise de instituições públicas X privadas, é impressionante perceber que só uma publicação sobre BIM tem origem em uma universidade particular, o Mackenzie, de São Paulo. Repito, uma.

- Uma estatística que ficou fora do post anterior, mas que publico agora, é que apenas 13,6% das pesquisas relacionadas a BIM foram feitas por pesquisadores de diferentes universidades em um mesmo artigo (3 de 22). Não sei se isso é normal no meio acadêmico, afinal estou conhecendo tudo agora, mas me parece que esse é um índice de colaboração interinstitucional muito baixo, o que pode tornar a evolução do tema BIM dentro do universo acadêmico mais lenta ainda. Imagino que a colaboração entre os pesquisadores de instituições diferentes produzindo e publicando pesquisas e artigos, juntos, tem um efeito catalisador muito poderoso, do mesmo modo como entendemos que para se trabalhar em BIM a colaboração é fundamental para o sucesso da empreitada.

- Não poderia deixar de observar que esse levantamento foi feito com base em uma pesquisa de termos, ou seja, ele afere a quantidade de artigos relacionados à BIM em relação ao todo, mas não à qualidade. Portanto, acredito que é necessário que existam novas pesquisas e estudos, baseados em métodos mais elaborados, que possam analisar a qualidade e relevância daquilo que é pesquisado e publicado sobre BIM no Brasil. Aliás, não só aqui, mas acho que essa é uma lacuna a ser preenchida em quase todos os países, se não todos eles.

- Alguns pesquisadores me enviaram links para outros seminários, encontros e eventos, como forma de sugerir que eu pudesse produzir outros levantamentos, ou mesmo para indicá-los como material de estudo. Isso foi muito bacana, pois mostra a carência que temos a respeito da organização da nossa própria produção. Somos arquitetos, engenheiros, consultores, professores, que estudamos muito e trabalhamos o tempo todo tentando fazer melhores projetos, aumentar a eficiência de processos, apontar gargalos em qualquer tipo de produção, estudar e propor melhores formas de gestão, e não conseguimos ler, medir, nem muito menos sistematizar a nossa própria produção com a agilidade e eficiência.

- Minha intenção, ao fazer aquele levantamento, não era me anunciar como um produtor de estatísticas; resolvi fazê-lo por curiosidade, porque aquela informação era importante para mim, e era possível de ser obtida, claro, com algum trabalho. Percebi, pela repercussão, que a demanda por esse tipo de informação é enorme. Não sei quando ou se vou fazer mais algum levantamento, mas o ideal seria que mais gente pudesse contribuir, ou que os próprios eventos pudessem (até mesmo a título de divulgação de um próximo evento) publicar os próprios números.

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Dicas que recebi sobre eventos relacionados à BIM em 2015

indicações de Carina Folena, pesquisadora da UFJF - MG

COBENGE 2015 - XLIII Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia, de 8 a 11 de setembro na UFABC, em São Bernardo do Campo - SP

CAAD Futures, de 6 a 10 de julho na UNICAMP, Campinas - SP

indicação de Frederico Braida de Paula, também da UFJF - MG

SIGraDi 2015, de 25 a 27 de novembro na UFSC, em Florianópolis - SC

indicação de Miriam Addor, da USP - SP e Marcelo Maciel, da UFS - SE

TIC 2015, de 4 a 6 de novembro, em Recife - PE

indicação de Nathalia de Paula, da USP - SP

SBQP, de 19 a 21 de agosto na UFV, em Viçosa - MG

SIBRAGEC, de 7 a 9 de outubro na UFSCar - SP, em São Carlos - SP

Fim do post!

Por fim, quero agradecer mais uma vez à todos que tiveram a paciência de me acompanhar até aqui, com relação ao ENTAC. Espero que continuem me acompanhando, pois em breve vou publicar mais postagens a respeito do que venho pesquisando e aprendendo sobre BIM.

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Referências históricas: os links abaixo levam a cópias das páginas originais preservadas pelo Internet Archive. Downloads, formulários e inscrições nessas cópias podem não funcionar; mantemos estas referências como registro da época da publicação.

Planilhas do levantamento sobre BIM no ENTAC 2014

Os arquivos originais usados no levantamento foram recuperados. As tabelas com nomes semelhantes contêm versões diferentes; cada download abaixo identifica o respectivo conteúdo.

Os links do TIC 2015 e do CAAD Futures 2015 levam agora aos anais oficiais desses eventos já encerrados. Mantivemos as referências como registro histórico.

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