Dicas de BIM

Como o BIM no Brasil está evoluindo em relação ao mundo?

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Como o BIM no Brasil está evoluindo em relação ao mundo?
No post "O primeiro encontro - parte II" deste blog, eu apresento algumas imagens da palestra do prof. Arto Kiviniemi, que tinha como tema a evolução do BIM. Revendo o post (e refazendo algumas legendas) me lembrei de uma imagem que tinha me chamado a atenção. Nela, o professor exibia um gráfico em que o Brasil aparecia com um nível de adoção alta do BIM de 24% em 2013, passando para uma expectativa de 73% em 2015. É incrível, não? Olha só: [caption id="attachment_63" align="alignnone" width="300"]Kiviniemi aponta que, de acordo com levantamento da McGraw Hill, 73% das empresas brasileiras declaram que estarão com o BIM altamente implementado em 2015. Será? Kiviniemi aponta que, de acordo com levantamento da McGraw Hill, 73% das empresas brasileiras declaram que estarão com o BIM altamente implementado em 2015. Será?[/caption] Muito bem. Observando as letras pequenas da legenda, vi que as informações foram retiradas de um levantamento publicado em janeiro de 2014 pela consagrada empresa de consultoria americana McGraw-Hill Construction. [caption id="" align="alignleft" width="363"] Relatório sobre o panorama do BIM no mundo em 2014 pela McGraw-Hill. Pode clicar na imagem para baixar, que é gratuito (mas é em inglês, hein...). Tem que preencher um formulário chato, mas é OK. Além do texto do relatório, os gráficos são muito bons, então mesmo se o inglês não for o seu forte, vale a pena![/caption] O relatório, chamado Business Value of BIM for Construction in Major Global Markets SmartMarket Report, é muito respeitado por toda a comunidade BIM, de acadêmicos a profissionais da indústria. De acordo com as palavras que resumem o objetivo da pesquisa (e que traduzo aqui), o relatório "revela o valor relacionado ao BIM percebido pela indústria em nove dos maiores mercados mercados da construção no mundo: Austrália/Nova Zelândia, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Reino Unido. O relatório oferece insights, tanto globalmente quanto mercado a mercado, a respeito do perfil de quem está utilizando o BIM, os benefícios e o retorno sobre o investimento derivados de seus investimentos em BIM, e qual a participação do BIM em suas atividades e práticas mais críticas. Avaliações específicas das respostas, por região, também fornecem base para o conhecimento a respeito do uso atual do BIM e seu futuro potencial no mundo todo". Bom, e daí? E daí que, estudando o relatório é possível ter uma ideia como evolui a implementação do BIM no Brasil e no mundo mas, claro, até certo ponto. Como o relatório é basicamente o resultado de uma pesquisa respondida por seres humanos, como nós, os dados tem que ser interpretados com muito cuidado. Vejamos: como escrevi no começo do texto e repito agora, na página 12 do relatório existe um gráfico em que o Brasil aparecia com um nível de adoção alta do BIM de 24% em 2013, passando para uma expectativa de 73% em 2015. É verdade, isso? 24% em 2013, é pouco, é muito? E 74% em 2015, é muito, ou é pouco? Mais importante do que isso, o que significa a sentença "níveis altos ou muito altos de implementação em BIM"? Será que os participantes brasileiros da pesquisa sabem o que siginifica isso? Será que é só usar o Revit, ou o TQS, e aí a empresa se declara usando o BIM em alto nível? Pois é. Minha desconfiança é a de que, tanto aqui quanto no resto do mundo, muito pouca gente sabe medir o nível de implementação do BIM em uma companhia, de modo científico. [caption id="attachment_132" align="aligncenter" width="660"]capa do blog do prof. Bilal Succar capa do blog do prof. Bilal Succar, um dos pesquisadores que mais entendem de BIM no mundo[/caption] Para a minha sorte, há alguns meses, e com diferença de dias (e em circunstâncias diferentes), os professores Adriano Sales e Leonardo Manzione me indicaram a leitura do blog do professor Bilal Succar que, entre outros trabalhos excelentes, desenvolveu um método científico para medir o nível de Maturidade em BIM das empresas. Clique aqui para ter acesso ao post no blog dele, em que Succar explica o método resumidamente. Se preferir, baixe o artigo inteiro, disponível aqui. Portanto, se eu fosse da McGraw-Hill, no futuro eu incluiria uma pergunta parecida com a seguinte: De acordo o método desenvolvido pelo prof. Succar, como é avaliada a implementação do BIM em sua empresa? Claro que a resposta para uma pergunta como essa não é simples, mas seria, por enquanto, o único modo realmente sério de avaliação que conheço. O resto...

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