Dicas de BIM

Resiliência climática: como revisar a drenagem de uma rodovia

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Resiliência climática: como revisar a drenagem de uma rodovia

Esta postagem do Dicas de BIM faz parte de uma seleção de artigos de destaque dos anais da 7ª e da 8ª edições do Congresso Internacional A ERA BIM, organizadas pelo @SINAENCO em 2024 e 2025, respectivamente. O artigo foi publicado nos anais da 8ª edição, realizada de 25 a 27 de novembro de 2025 em São Paulo, Brasil.

O trabalho foi assinado por Thiago Melo, Amanda Oliveira, Heloísa Souza, Victor Porto, Heberson Dias, José Gomes e Juliana Silva.

O modelo BIM no Civil 3D reuniu dados das disciplinas, ajudou a identificar cotas críticas de drenagem e registrou ajustes no projeto da rodovia.

Na análise da BR-386, no Rio Grande do Sul, documentada em 2025, a equipe da TPF Engenharia investigou se premissas históricas de chuva continuavam adequadas para dimensionar a infraestrutura rodoviária sob cenários climáticos mais extremos. A pergunta interessava especialmente a pontes e outras obras de arte especiais, cuja resposta hidráulica dependia das vazões consideradas no projeto.

Os registros históricos de chuva abrangeram de 1962 a 2025. As projeções cobriram o horizonte de 2025 a 2100. O estudo combinou projeções do conjunto de modelos climáticos CMIP6 com a revisão das curvas de intensidade, duração e frequência de chuvas. As curvas atualizadas alimentaram análises hidrológicas e hidráulicas, que permitiram estimar as vazões de projeto e examinar os efeitos sobre a infraestrutura. A pesquisa também incluiu uma estimativa de emissões de gases de efeito estufa. A Figura 1 mostra as curvas de intensidade, duração e frequência de chuva para Marginal Estrela.

Figura 1 — Curvas de intensidade, duração e frequência de chuva para Marginal Estrela

Curvas de intensidade, duração e frequência de chuva para Marginal Estrela

Fonte: (Melo et al., 2025). Imagem 1 nos anais, p. 79

A inclusão das emissões ampliou a comparação entre alternativas de adaptação. Uma intervenção podia ser examinada pela resposta às vazões recalculadas e pelos demais efeitos considerados no estudo. Assim, a análise reuniu critérios que teriam ficado separados se a revisão tivesse se limitado ao dimensionamento hidráulico.

Nas condições estudadas, as vazões máximas de projeto aumentaram entre 10% e 20%. Os autores apontaram que o resultado exigiu considerar adequações estruturais e operacionais. O BIM ajudou a reunir e visualizar as informações do estudo e a relacionar o desempenho hidráulico a outros critérios de decisão, como emissões e viabilidade econômica. A Figura 2 mostra a mancha de inundação projetada.

Figura 2 — Mancha de inundação projetada

Mancha de inundação projetada

Fonte: (Melo et al., 2025). Imagem 7 nos anais, p. 81

Os percentuais se referiram ao trecho e às hipóteses analisados. A contribuição que pôde ser discutida para outras rodovias foi a sequência de análise: atualizar as referências de chuva, recalcular as vazões e avaliar as consequências antes de definir uma intervenção.


Leia o trabalho nos anais gratuitos do 8º Congresso A ERA BIM (p. 73)

Confira a versão deste artigo publicada na plataforma Zenodo


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